terça-feira, 22 de maio de 2018

Selva


A selva era enorme, haviam bichos de todos os tipos, espécies e tamanhos, havia comida e água para todos e cada um tinha seu espaço determinado e seu modo de vida peculiar, porém não havia jeito de reinar a paz entre eles.
Então os animais descobriram o conceito do lucro, trazido por um certo macaco de rabo longo que tempo depois escafedeu-se dalí.
A partir disso, o egoísmo implantou-se na floresta, e com o passar do tempo criou raízes profundas. Cada espécie passou a buscar para si o que a floresta tinha de melhor, e com o tempo, membros da mesma espécie passaram a brigar entre si pelo direito de “administrar” o que tinham de “valioso”: frutas, sombra, margens do grande riacho que cortava ao meio a selva. Só que sobravam e estragavam frutas, o espaço ao longo do rio era mal distribuído e as amizades enfraqueceram a um ponto insuportável para a vida em harmonia.
Então espécie se deu conta disso: os leões. Decididos a fazer algo pelo lugar onde viviam e esperançosos na mudança da selva para melhor, os leões passaram a se reunir com o objetivo de trocar ideias sobre o problema. Para facilitar a organização do processo elegeram um líder, que ajudado por algumas pessoas de confiança, conduziriam o processo e depois de um tempo determinado promoveriam novas eleições.
             Os leões passaram então a se empenhar com afinco na tarefa de melhorar a vida na selva. Alguns animais se perguntaram como era possível que eles tivessem tempo de caçar, cuidar da prole e ainda se reunirem para debater periodicamente. Outros comentavam que era inviável alguém abdicar de seu tempo para pensar nos outros, e alguns também repararam que os leões a cada dia pareciam mais fortes, mais determinados, e estavam desenvolvendo muitas potencialidades na tarefa que se propuseram a fazer.
             Bem, isso começou a bastante tempo atrás. Atualmente os leões ainda se reúnem, levam os alimentos que sobram num espaço da selva para outro menos provido de frutos, cuidam dos filhotes e dos anciãos, promovem encontros de confraternização para renovar laços de amizade e inspiram vários outros animais, que notavelmente já pensam um pouco menos em si e um pouco mais no próximo.
           Os leões sabem que a tarefa não é simples, nem fácil, mas sabem que é revigorante, recompensadora e que se tornam melhores e mais felizes ao fazerem o bem sem olhar a quem. Eles sabem que o trabalho é árduo, mas se sentem privilegiados em desenvolvê-lo. Afinal de contas “se fosse fácil, qualquer um faria”. E eles sabem também que a selva pode ser um lugar melhor, depende de eles fazerem a diferença que eles querem ver acontecer.
               Essa história tem tudo a ver com nós CC.LEO, que temos a ciência de que o homem está fazendo com o planeta exatamente o que os animais estavam fazendo na floresta, e através das nossas campanhas, atividades, da forma como lidamos um com o outro, etc., almejamos além de ajudar o próximo, buscar valores e princípios corrompidos pelo mundo atual.
      Com nossa garra e determinação, somos todos leões tentando colorir uma selva de pedra chamada "mundo".
C.LEO Margrid – LEO Igrejinha
Instrução vencedora na Conferência de 2013 em Venâncio Aires

Em busca da Liderança



Em um mundo desconhecido, me encontrei. Dei força para esse mundo chamado LEO, pouco sabia sobre ele, mas ele já estava contando comigo, fui fundadora de um Clube com honra. Porém Esse orgulho durou pouco, pois sem ajuda, o clube morreu e uma parte dentro de mim morreu junto. Coração desolado, triste, mas com esperança. Sempre ouvi dizer que a esperança é a ultima que morre, pois então, descobri outros meios para continuar no movimento LEOístico, conheci outras pessoas, pessoas que me ajudassem a me reencontrar novamente. Me reencontrei, encontrei um novo LEO Clube, totalmente acolhedor com pessoas magnificas, na qual contam comigo para mante-lo unido e forte, pois o mesmo estava em situação parecida com o qual tinha fundado. Hoje possuo cargos, onde foram depositados em mim a confiança. Confiança para me engajar mais ainda, evoluir, e buscar pela Liderança. Sabe a liderança? Ela está junto com o que você crê, se você cre em si mesmo conseguirá realizar qualquer coisa, e a liderança é assim, e eu creio em mim, na minha força para mudar aos poucos o mundo. Porque o LEO te proporciona isso. Mas enfim, o que sou para o LEO? Uma futura Líder! Alguém que não foge de suas responsabilidades, alguém que planeja campanhas, alguém que realiza ATAS, alguém que trabalha, estuda e ainda arranja tempo para a realização das atividades do clube, e pensa no futuro do mesmo. 

C.LEO Francielle Fernandes Spies 
LEO Clube Lajeado Florestal 
Distrito LEO LD-2
 AL 2017/2018.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O Caderno

Ele era um garoto comum, era mais um a vagar em meio à multidão. Tinha sonhos, tinha amigos, tinha pai e mãe, e tinha a sensação de que seu lugar não era ali. E não era a cidade, não eram as pessoas, não era o curso da faculdade que estavam errados. Era ele que sentia falta de um sentido maior pra sua existência. Sentia que os dias passavam rápido demais, sentia que seu papel era no palco, mas não conseguia sair da plateia da própria vida.
E eis que indo pro estágio, no ponto de ônibus, surgiu um caderno, que parecia estar ali a sua espera, com as folhas a dançar ao ritmo do vento. Vou devolvê-lo ao dono, ele pensou, e ao folheá-lo em busca dos dados do proprietário, ficou impressionado com o que viu.
As páginas eram recheadas de fotos e reportagens de jornal, seguidas de uma data e de uma descrição breve. Eram visitas a orfanatos e hospitais, plantio de árvores e limpeza de rios, doação de sangue e de roupas, conscientizações sobre DST’s e sobre separação do lixo, capacitações sobre cidadania e liderança. As pessoas das fotos sorriam com roupas iguais, ilustradas por um leãozinho meio banguela.
Ele ficou encantado. Nunca havia visto nenhuma das pessoas, mas conhecia vários lugares das fotos. Eram da sua cidade, era um mundo de coisas que de certa forma o rodeavam, mas ele não conhecia.
Encontrou no final do caderno um nome e um telefone. Ligou e ninguém atendeu. Ao chegar em casa no fim do dia ligou novamente, e uma voz doce do outro lado da linha agradeceu muito por saber que seu caderno (que ela chamou de relatório) estava inteiro e seria devolvido. Marcaram para o sábado, na pracinha de um bairro da periferia.
Ao chegar lá ele reconheceu as pessoas das fotos, em meio a muitas crianças. Algumas seguravam balões, outras faziam pintura de rosto, outras cuidavam de brinquedos infláveis, e uma garota quase do tamanho das crianças distribuía algodão doce com o sorriso mais iluminado que ele já vira em alguém.
Ele foi andando entre as pessoas e quando se deu conta já estava na frente dela. A menina então o viu e veio em sua direção, olhos fixos no caderno que ele abraçava no peito. Presumindo que fosse dela, ele o estendeu. Notou na camiseta dela o mesmo nome de três letras e o mesmo leão banguela das fotos do caderno e sorriu.
Nos momentos seguintes ela o agradeceu, explicou o que faziam ali e perguntou se ele queria ficar para ajudar na entrega dos cachorros-quentes que estavam sendo trazidos pras crianças. E ele ficou. Por curiosidade, por não ter nada mais pra fazer em casa, pra olhar o sorriso da menina por mais tempo, e por que sentiu-se em paz em meio à bagunça daquelas crianças, como não sentia-se há muito tempo.
O dia passou rápido, ele almoçou ali e permaneceu até o sol se pôr. E quando todos começaram a recolher os brinquedos, ele sentiu-se triste. Não tinha vontade de voltar pra casa e pra rotina de estar na plateia de todo dia. Ali parecia ser o palco e ele queria continuar sendo protagonista. Fazendo aquelas crianças sujas e ranhentas sorrirem, ele descobriu-se empoderado, capaz de ser mais do que era. Sentiu-se parte de algo maior, intenso e bonito.
Pensava nisso enquanto afastava-se do grupo, até que alguém o chamou. Era a garota do caderno. Perguntou se ele estaria livre no domingo. Ele estava. Ele estaria livre em todos os sábados e domingos que viriam, se não fosse o convite dela pra próxima reunião, pra próxima campanha, e pra tudo o que veio depois disso.
Naquele dia ela ganhou de volta um caderno e ele ganhou um pin, um grupo novo de amigos, um sentido pra sua existência, e o sorriso dela como bônus.


C.LEO Margrid Geli Oliveira Vendruscolo
LEO Igrejinha 
01/12/2015

terça-feira, 10 de abril de 2018

Iguais. Diferentes. Únicos.

“A diferença não faz diferença”, diz uma música que tocou recentemente na minha playlist,  e eu concordo. Não deveria fazer. Ser diferente nos caracteriza em meio à multidão, e só.

Somos iguais em tantas coisas, em tantos jeitos e em tantas crenças, que justamente
aquela que não é igual, não deveria ter tanto destaque negativo em meio às outras.
O LEO me ensinou muito sobre isso nos primeiros ALs sem que alguém me dissesse uma palavra sobre. Que diferença fazia saber que o menino alí do lado era ateu, se ele tinha a
mesma doçura que eu pra conversar com os idosos no asilo? Que importava se a menina
alí tinha cinco piercings se ela era uma secretária maravilhosa? A diferença chama a
atenção à primeira vista, mas o que marca de verdade quando nos aproximamos alguém
são as atitudes, e nisso também somos diversos, porém muito parecidos.

Cada momento que vivemos aqui nos possibilita conhecer e fazer amigos que não
conheceríamos no nosso dia a dia, e a diversidade, inclusive de idade, é o que enriquece  um clube. A pluralidade de opiniões aumenta o leque de ideias, diversifica as campanhas e amplifica o potencial de atuação do clube.

E no final das contas a gente se dá conta, que não importa a última festa, o tamanho da
roupa, a identidade de gênero, a cor, o partido político, a religião... quando literalmente
vestimos a camiseta do LEO pra uma reunião, campanha ou evento, somos Leos, e isso
nos torna iguais, apesar de diferentes, e por isso únicos.

Margrid Geli Oliveira Vendruscolo
LEO Igrejinha